Consultoria boutique
e clínica

Natália Longhi · Consultoria boutique e clínica

ClarezaDecisãoMovimento

Para pessoas, líderes e organizações atravessando mudanças, relações e escolhas que pedem novas formas de pensar e agir.

Atuo na intersecção entre psicanálise, relações humanas e organizações, tornando visível aquilo que ainda não conseguiu ser nomeado.

Brasil e América LatinaConsultoria em português, inglês e espanholClínica online e em Vinhedo (SP)

Clientes

Organizações que já confiaram no meu trabalho

O que eu faço

Crio um ambiente facilitador para o fortalecimento das relações.

Muitas vezes as pessoas chegam fragmentadas. Atravessaram mudanças, pressões e perdas que as foram despedaçando, e seguem funcionando com partes de si que não conversam entre si.

Meu trabalho é ajudar a juntar essas partes, para que haja menos sofrimento e mais movimento. É daí que vem o nome da minha metodologia, Integrare: integrar.

E o caminho é sempre o mesmo, em qualquer contexto:

  1. Primeiro, o eu
  2. Depois, como me comporto no time
  3. E como me comporto no sistema

Organizações

Quando algo entre as pessoas começa a interferir na capacidade de um time seguir em movimento.

Leitura do sistema, desenvolvimento de times e de lideranças, para CHROs, diretorias e lideranças seniores.

Clínica

Quando aquilo que pede compreensão está na própria história, nos vínculos ou nas escolhas.

Psicanálise para adultos, online ou presencial em Vinhedo.

Temas que trabalho com organizações

Onde o humano encontra o resultado.

01

Segurança psicológica e mattering

Posso me expor. Eu importo.

Condições para que as pessoas falem, discordem, errem e contribuam, e percebam que sua presença faz diferença.

02

Conversas difíceis, cruciais e corajosas

Coragem com consideração.

Perceber, preparar, iniciar, escutar, sustentar e construir as conversas que um time vem evitando.

03

Prontidão para liderar

Quando não existe uma resposta simples.

Líderes capazes de sustentar escuta e decisão, cuidado e responsabilização, relações e resultados.

04

Letramento emocional

Nomear para poder escolher.

Reconhecer, nomear e compreender emoções no trabalho, para que elas informem as decisões em vez de governá-las.

05

Inteligência social e relacional

Ler o outro, ler o grupo.

Perceber o que acontece entre as pessoas, cuidar dos vínculos e transformar diferenças em colaboração.

Resultados

Nove anos colocando relações e organizações em movimento.

9 anosde consultoria em liderança, relações e transições, desde 2017
+20organizações atendidas no Brasil e na América Latina
~2 anosde parceria contínua com a liderança sênior de uma mesma empresa: quem confia, continua
~130pessoas em uma única jornada, com relatos de pertencimento e protagonismo
30líderes técnicos acompanhados por 9 meses em um programa de Prontidão para Liderar
3idiomas de consultoria: português, inglês e espanhol
Mudou como nos percebemos e como podemos influenciar positivamente o outro em prol do negócio.
Liderança · área de negócio, multinacional europeia
O programa incentivou o time a refletir sobre o impacto que geramos como líderes, não apenas nos resultados, mas também nas pessoas.
Líder · programa Prontidão para Liderar

Metodologia Integrare

Engenharia para investigar. Psicanálise para escutar. Experiência para mover.

Mãos encaixando duas peças amarelas

LEGO® Serious Play®

Pensar com as mãos.

Nas empresas, com líderes e times. Nas escolas, com crianças e adolescentes.

Natália explicando um modelo no flipchart, com microfone

Sobre

Entre a engenharia e a psicanálise.

Minha primeira formação foi Engenharia Química pela UNICAMP. Passei anos dentro de organizações aprendendo a olhar sistemas, processos, indicadores e causas.

A psicanálise acrescentou outra pergunta ao meu trabalho: o que não estamos conseguindo enxergar?

Hoje, essas duas lentes orientam minha atuação com pessoas, lideranças e organizações.

“Na química, o catalisador não força a reação. Ele cria as condições para que ela aconteça.”

Contato

Talvez você ainda não saiba qual é o problema. Podemos começar pela conversa.

Organizações · Consultoria boutique em liderança, relações e transições

O que acontece entre as pessoas acontece também no negócio.

Quando existem sinais de que algo precisa mudar, minha primeira pergunta não é “Qual treinamento devemos fazer?”.

É “O que está acontecendo aqui?”

Natália falando a um grupo de líderes, com uma frase de Winnicott projetada na tela

Temas

Com o que trabalho

Cinco territórios que se conectam. Um projeto costuma começar por um deles e atravessar os outros.

01

Segurança psicológica e mattering

Posso me expor. Eu importo.

Condições para que as pessoas falem, discordem, errem e contribuam, e percebam que sua presença faz diferença.

02

Conversas difíceis, cruciais e corajosas

Coragem com consideração.

Perceber, preparar, iniciar, escutar, sustentar e construir as conversas que um time vem evitando.

03

Prontidão para liderar

Quando não existe uma resposta simples.

Líderes capazes de sustentar escuta e decisão, cuidado e responsabilização, relações e resultados.

04

Letramento emocional

Nomear para poder escolher.

Reconhecer, nomear e compreender emoções no trabalho, para que elas informem as decisões em vez de governá-las.

05

Inteligência social e relacional

Ler o outro, ler o grupo.

Perceber o que acontece entre as pessoas, cuidar dos vínculos e transformar diferenças em colaboração.

Tese

O desafio não é apenas mudar. É sustentar a travessia.

Organizações vivem mudanças de estratégia, estrutura, liderança, tecnologia, cultura, processos e mercado. A mudança objetiva, porém, não garante a transição humana.

William Bridges distinguia as duas: a mudança é situacional, a transição é psicológica. É nos períodos de transição que ambiguidade, ansiedade, resistência, conflitos, perda de confiança, silêncio e dificuldade de decisão aparecem.

Meu trabalho está especialmente interessado nesse entre. Não substituo consultorias de gestão da mudança. Olho para a experiência humana e relacional da transição.

Nem tudo que é ambíguo pode ser resolvido com mais informação. Liderar em contextos complexos exige sustentar perspectivas, necessidades e tensões diferentes sem recorrer de imediato a respostas simplificadoras.

Transição · William Bridges

Toda transição começa com um fim.

A mudança acontece numa data. A transição acontece nas pessoas, no seu próprio tempo. Bridges descreveu três fases que se sobrepõem, e cada pessoa e cada time pode estar em uma delas enquanto o projeto já avançou.

Final

O que está sendo deixado para trás. Perdas, identidades e formas de trabalhar que precisam ser reconhecidas antes de serem soltas.

Zona neutra

O entre. O velho já não serve e o novo ainda não está claro. Ambiguidade, ansiedade e também criatividade.

Novo começo

Novas conversas, papéis e compromissos começam a ganhar existência e sentido.

É nesse entre que meu trabalho está especialmente interessado.

Soluções

Três portas de entrada

01 · Diagnóstico

Leitura do Sistema

Quando existem sinais, mas ainda não existe clareza suficiente para escolher uma intervenção.

Pode combinar

  • dados existentes
  • entrevistas e escuta de liderança
  • workshops diagnósticos
  • assessments e observação
  • triangulação de fontes

Entregável

Mapa da Área. Uma leitura integrada que diferencia percepções isoladas de padrões do sistema e ajuda a identificar forças, tensões e alavancas.

02 · Equipes

Times em Movimento

Para equipes que precisam transformar sua maneira de trabalhar juntas.

Temas possíveis

  • confiança e conflitos
  • comunicação
  • segurança psicológica e mattering
  • pertencimento e integração
  • colaboração, diferenças e mudança

Experiências autorais

Time no Divã · Vida de Equipe · Jornadas customizadas

03 · Lideranças

Prontidão para Liderar

Liderar quando não existe uma resposta simples.

Líderes capazes de sustentar

escuta+decisão
cuidado+responsabilização
autonomia+direção
segurança+confronto
relações+resultados

Experiências possíveis

Líder no Divã · Conversas corajosas · Jornadas customizadas

Como trabalho

Existe método por trás dessa profundidade.

A Metodologia Integrare combina engenharia, psicanálise e experiência em um processo com hierarquia de evidências, do dado à recomendação.

Mãos ajustando um modelo coletivo sobre a mesa

Como começamos

Podemos começar pela conversa.

  1. Uma conversa inicial

    Normalmente o primeiro contato chega por WhatsApp ou e-mail. Marcamos uma conversa para entender o contexto, os sinais e o que já foi tentado.

  2. Uma primeira leitura

    Organizo o que ouvi em perguntas e hipóteses. Às vezes a pergunta certa muda o desenho do trabalho.

  3. Uma proposta sob medida

    Desenho a intervenção com escopo, etapas e entregas. Pode começar pelo indivíduo, pelo time ou pela organização.

Atendimento em português, inglês e espanhol.

Metodologia Integrare

Engenharia para investigar. Psicanálise para escutar. Experiência para mover.

Uma forma própria de trabalhar, construída ao longo de uma trajetória que começou na indústria e passou pela clínica.

Por que Integrare

O nome vem da integral, o conceito do cálculo que soma todas as partes para chegar ao todo.

Minha primeira empresa se chamava Integrare Engenharia do Desenvolvimento Humano. Ela nunca deixou de existir: foi amadurecendo ao longo dos anos, com a indústria, a clínica e cada projeto, e hoje é a minha metodologia própria. Integrar engenharia, psicanálise e experiência é somar as partes para enxergar o todo das pessoas, dos times e das organizações.

Três lentes

Cada lente enxerga algo que as outras não veem.

Engenharia

Investigar o sistema

O que os dados, os processos e a estrutura estão dizendo?

Da engenharia química e dos sistemas de gestão vem o rigor: investigar causas, triangular fontes, diferenciar sintoma de padrão, fazer análise crítica.

  • Dados
  • Triangulação
  • Padrões
  • Análise crítica

Psicanálise

Escutar o que não aparece

O que está acontecendo abaixo da superfície?

Da clínica vem a escuta do que não é dito: emoções, vínculos, defesas e repetições que organizam escolhas, relações e resultados.

  • Winnicott
  • Klein
  • Lacan
  • Kets de Vries

Experiência

Criar condições para mover

Como tornar o invisível conversável?

Das metodologias experienciais vêm as mãos, a metáfora, a narrativa e a escrita: formas de pensar juntos o que ainda não tem palavras.

  • LEGO® Serious Play®
  • Metáfora
  • Narrativa
  • Escrita

O processo

Clareza Decisão Movimento

1 · Clareza

O que está acontecendo?

Escuta de liderança, entrevistas, workshops diagnósticos, dados existentes, assessments e observação.

2 · Decisão

Onde precisamos agir?

Triangulação das fontes, padrões, hipóteses, forças, tensões e alavancas. Devolutiva à liderança.

3 · Movimento

O que precisa acontecer diferente?

Jornadas, conversas, intervenções, experimentação e acompanhamento. Profundidade exige continuidade.

Hierarquia de evidências

Do dado à recomendação, sem saltos.

Toda leitura que entrego diferencia o que foi medido, o que foi dito, o que foi observado e o que é interpretação. Nenhuma fala e nenhum número são inventados, e toda recomendação pode ser rastreada até sua evidência.

  1. Dado

    O que foi medido: pesquisas, indicadores, assessments.

  2. Voz

    O que as pessoas disseram, nas palavras delas.

  3. Observação

    O que vimos acontecer nos encontros.

  4. Padrão

    O que se repete entre fontes diferentes.

  5. Hipótese

    Uma leitura possível do que sustenta o padrão.

  6. Recomendação

    Onde agir, e por quê.

Modelo

EU ↔ NÓS ↔ ORGANIZAÇÃO

Podemos começar pelo indivíduo, pelo time ou pela organização. O importante é compreender as relações entre eles.

Conceito

Prontidão

Prontidão não significa estar preparado para tudo.

Significa desenvolver recursos para permanecer capaz de pensar, escolher, conversar e agir diante da complexidade.

Prontidão internaEU
Prontidão relacionalNÓS
Prontidão sistêmicaORGANIZAÇÃO
MATTERING Eu importo SEGURANÇA PSICOLÓGICA Posso me expor LIDERANÇA Minha voz encontra espaço PARTICIPAÇÃO GENUÍNA

Participação genuína

Quero contribuir. Posso contribuir. Minha contribuição pode fazer diferença.

Mattering produz desejo de participar. Segurança psicológica cria condições para participar. A liderança ajuda a transformar voz em contribuição.

Não se trata de construir uma “empresa feliz”. Trata-se de criar condições para que as pessoas pensem, discordem e decidam juntas.

Pilha de livros com The Leader on the Couch, de Kets de Vries, e Winnicott

Abaixo da superfície · Manfred Kets de Vries

Organizações também têm uma vida que não aparece nos organogramas.

Kets de Vries, professor do INSEAD e psicanalista, propôs um olhar clínico sobre líderes e organizações. Ele parte de quatro premissas:

O que parece irracional tem uma lógica.

Todo comportamento pode ser compreendido.

Grande parte da vida mental acontece fora da consciência.

Inclusive nas reuniões, nas decisões e nos conflitos.

A forma de lidar com as emoções é central.

Ela diz muito sobre quem somos e como lideramos.

O desenvolvimento é inter e intrapessoal.

Acontece dentro de nós e entre nós.

Referência: Manfred F. R. Kets de Vries, The Leader on the Couch, Jossey-Bass.

A arquitetura das jornadas

Do indivíduo ao resultado.

As jornadas seguem um percurso que começa em cada pessoa e chega ao que a organização precisa entregar.

Eu→O outro→Nós→A conversa→O resultado

Repertório

A ferramenta nunca vem antes da pergunta.

São meios para tornar visível aquilo que precisa ser conversado. A escolha depende do que estamos tentando compreender.

Mão encaixando uma engrenagem em um modelo de LEGO com dois bonecos
LEGO® Serious Play®Facilitadora certificada · Association of Master Trainers
Construir com as mãos para pensar e conversar sobre aquilo que ainda é difícil dizer em palavras.
Points of You®Ferramenta de reflexão e diálogo
Imagens e perguntas que abrem conversas sobre temas sensíveis, sem forçar respostas.
Big FiveCertificação Big Five Brasil
Personalidade com base científica, para ampliar o autoconhecimento de líderes e times.
DISC · ADVanced InsightsInnermetrix
Estilo comportamental, valores e forma de pensar, integrados em um único perfil.
Brain-Based Conversation Skills®NeuroLeadership Institute · David Rock
Conversas informadas pela neurociência, incluindo o modelo SCARF de ameaça e recompensa social.

O que a pesquisa mostra

Evidências de fora, para o que vemos por dentro.

Referenciais

Autores e modelos que sustentam o trabalho

Psicanálise

Winnicott, Melanie Klein, Lacan. O paradigma clínico de Manfred Kets de Vries para líderes e organizações.

Transições

William Bridges: final, zona neutra e novo começo.

Segurança psicológica

Amy Edmondson e os quatro estágios de Timothy Clark. Mattering como experiência de importar.

Neurociência e atenção plena

Modelo SCARF e Brain-Based Conversation Skills®, de David Rock. Search Inside Yourself (SIYLI): atenção plena e inteligência emocional para liderar.

Assessments

Big Five, DISC ADVanced Insights e VIA, sempre a serviço de uma pergunta.

Facilitação e design de aprendizagem

LEGO® Serious Play®, Points of You®, Liberating Structures e registro visual bikablo®.

LEGO® Serious Play®

Pensar com as mãos.

Uma tecnologia de escuta para que times digam, com peças, aquilo que ainda não conseguem dizer em palavras.

Nas empresas, com líderes e times. Nas escolas, com crianças e adolescentes. Facilitadora certificada pela Association of Master Trainers.

Mãos montando um pequeno modelo com um boneco de LEGO sobre uma folha branca

Por que funciona

Quando todos constroem, todos falam.

Participação de 100%

Não existe plateia. Cada pessoa constrói e cada pessoa fala, inclusive quem costuma ficar em silêncio nas reuniões.

As mãos sabem antes

Construir ativa um outro tipo de pensamento. Ideias aparecem nas peças antes de chegarem às palavras.

A metáfora protege

Falar do modelo dá uma distância segura para tratar de temas difíceis: conflito, medo, poder, confiança.

O foco é o modelo, não a pessoa

As perguntas vão para a construção, o que reduz a defensividade e abre espaço para escutar de verdade.

O processo central

Quatro passos, repetidos com perguntas cada vez mais profundas.

  1. A pergunta

    Um desafio claro, desenhado para o momento do grupo.

  2. A construção

    Cada pessoa constrói sua resposta em poucos minutos.

  3. O significado

    Cada um conta a história do seu modelo. O grupo escuta.

  4. A reflexão

    Perguntas sobre o modelo aprofundam o que apareceu.

Onde o LEGO® Serious Play® encontra o meu trabalho

Inteligência social e relacional. Letramento emocional. Nas empresas e nas escolas.

Os mesmos fundamentos atravessam contextos muito diferentes. Muda a pergunta, muda a linguagem, e o que se constrói continua sendo sobre como sentimos, nos relacionamos e convivemos.

Natália conduzindo um grupo ao redor de um modelo coletivo

Nas empresas

Com líderes e times

Inteligência social e relacional

Ler o outro e o grupo, construir confiança, colaborar entre áreas e sustentar conversas difíceis.

Letramento emocional

Nomear o que se sente sob pressão para que as emoções informem as decisões em vez de governá-las.

Mãos de um estudante montando um modelo com peças coloridas na escola

Nas escolas

Com crianças e adolescentes

Inteligência social e relacional

Convivência, empatia, colaboração e pertencimento. Resolver conflitos com palavras, e não com afastamento.

Letramento emocional

Reconhecer, nomear e expressar emoções. Dar forma, com as mãos, ao que ainda não tem nome.

Aplicações

Outras situações em que o método entra no meu trabalho

A ferramenta nunca vem antes da pergunta. Estas são as situações em que ela tem sido o melhor caminho.

TimesAlinhamento e conexão

Workshop “Ainda Há Tempo”: 4 horas, até 15 pessoas, para um time se enxergar e fazer combinados.

DiagnósticoLeitura do sistema

Workshops diagnósticos por equipe como uma das fontes do Mapa da Área.

LiderançasPosicionamento de líderes

Identidade, papel e o que cada líder precisa sustentar diante da complexidade.

EstratégiaIdentidade e planejamento

Identidade individual e coletiva como base para o planejamento estratégico.

RelaçõesConfiança e conversas difíceis

Tornar conversável o que o time evita, com a proteção da metáfora.

MudançaTransições

Nomear o que está terminando, atravessar a zona neutra e construir o novo começo.

Grandes gruposEncontros com muitas pessoas

Dinâmicas adaptadas para grupos grandes, com até cerca de 130 participantes.

IndividualSessões individuais

Um espaço para um profissional pensar sua carreira, seu papel ou uma decisão com as mãos.

Vozes de quem construiu

“A montagem entrega aquilo que está guardado.”

Em uma escuta com 22 participantes de jornadas com LEGO® Serious Play®, quem viveu uma sequência de encontros descreveu a mudança como progressão. Um encontro pode provocar. Uma jornada pode transformar.

É impressionante como a montagem entrega aquilo que está guardado ou escondido, sem nem saber que está.
Participante · jornada de workshops
Você consegue transformar em algo visual aquilo que muitas vezes está bagunçado dentro da nossa mente.
Participante · jornada de workshops
A cada encontro, algo diferente aparecia. Me sentia num ambiente mais seguro para compartilhar.
Participante · jornada de workshops

Em imagens

Encontros reais, com pessoas reais.

LEGO® e SERIOUS PLAY® são marcas registradas do LEGO Group, que não patrocina, autoriza nem endossa este site.

Cases

Mudanças que ajudamos a colocar em movimento.

Cada case parte de uma pergunta verdadeira e chega a um movimento que as pessoas sustentam.

Os cases são apresentados sem nome da organização e sem detalhes que permitam reconstruir situações confidenciais. O site fala dos fenômenos organizacionais, não das portas de entrada.

Evidências a partir de pesquisas de encerramento e de falas autorizadas pelos participantes, sempre sem identificação.

Outras travessias

Outros trabalhos, em poucas linhas.

Projetos apresentados sem identificação das organizações e das pessoas, como todo o meu trabalho.

Estruturação de RH · quase 2 anosEmpresa de tecnologia industrial em crescimento

Estruturação da área de Recursos Humanos e um programa de Prontidão para Liderar com mais de 10 líderes seniores: assessments, plano de sucessão, clareza de valores e o que significa liderar projetos e pessoas.

LEGO® Serious Play® · Big FiveTime de RH de uma empresa de tecnologia e logística

Autoconhecimento e construção de time para que as pessoas entendessem como se relacionar a partir das diferenças.

Jornadas de workshopsMulheres empreendedoras

Encontros em sequência sobre protagonismo, propósito do negócio, visão de futuro e resiliência. Em uma escuta com 22 participantes, a continuidade apareceu como o que aprofundou a mudança.

Letramento emocionalTimes sob pressão

Jornadas sobre confiança, segurança psicológica e voz. O que aprendemos com elas está no artigo Quando um time se adapta em silêncio.

Vozes e resultados

O que muda, nas palavras de quem viveu.

8,5/10impacto médio percebido pelos líderes na forma como o time trabalha e entrega resultados, ao fim de um programa de Prontidão para Liderar
~130pessoas em uma jornada de dois dias que relataram senso de pertencimento e protagonismo diante de uma transformação
9 de 11líderes deram nota 8 ou mais para o impacto do programa no time
Mudou como nos percebemos e como podemos influenciar positivamente o outro em prol do negócio.
Liderança · área de negócio, multinacional europeia
O programa incentivou o time a refletir sobre o impacto que geramos como líderes, não apenas nos resultados, mas também nas pessoas. Realmente somos uma única equipe.
Líder · programa Prontidão para Liderar
Estou ouvindo mais e praticando a empatia. Dessa forma, o ambiente fica mais harmônico.
Líder · programa Prontidão para Liderar
Melhor preparação prévia para conversas difíceis, feedbacks e elogios.
Líder · programa Prontidão para Liderar
Abertura para assumir erros e usá-los como oportunidade de aprendizado, liderando com empatia e escuta ativa.
Líder · programa Prontidão para Liderar
Trabalhando efetivamente como um time. Conversas objetivas e sinceras.
Líder · programa Prontidão para Liderar
Nos ajudou a alinhar nossas metas de forma inovadora e a fortalecer o vínculo entre nossos líderes. Uma experiência transformadora.
Liderança · P&D América Latina, multinacional do agronegócio

Clientes

Organizações que já confiaram no meu trabalho

A lista de organizações não se relaciona aos cases acima. Os cases são anonimizados de propósito.

Clínica psicanalítica

Um espaço para voltar a se encontrar.

Há momentos em que continuamos funcionando, trabalhando, cuidando, escolhendo e respondendo às expectativas, mas começamos a perder intimidade com aquilo que sentimos ou desejamos.

A psicanálise oferece um espaço para aproximar-se da própria experiência. Não para encontrar respostas prontas.

Mas para poder escutar aquilo que pede palavras.

Aonde as palavras não alcançam, há um monte de pedaços meus.
Liana Ferraz
Consultório com poltrona cinza, aparador coral e parede azul
Miniatura de Freud na poltrona sobre uma mesa de madeira, ao lado de um vaso de vidro

O espaço

O consultório na Casa Pitanga, em Vinhedo (SP). Para quem prefere, o atendimento também acontece online.

O que é psicanálise

Uma escuta para aquilo que ainda não tem nome.

A psicanálise é um método de escuta e de investigação da vida psíquica, criado por Sigmund Freud. Ela parte de uma ideia simples e exigente: nem tudo o que nos move é consciente.

Aquilo que se repete, que incomoda ou que ainda não conseguimos formular pode ganhar sentido quando encontra palavras e uma escuta atenta.

Na sessão, você fala do que vier, do seu jeito. O trabalho da analista é escutar as conexões, as repetições e os desejos que organizam escolhas, relações e modos de viver.

Não há promessa de cura, felicidade ou desempenho. Há a possibilidade de pensar sobre aquilo que se vive, com mais liberdade.

Relações

Aquilo que acontece nas nossas relações também conta algo sobre a relação que construímos conosco.

Clareza não significa ter todas as respostas. Às vezes, ela começa pela possibilidade de formular novas perguntas.

Na clínica, relações, escolhas, identidade, trabalho, maternidade, desejo, conflitos e transições podem encontrar espaço para serem pensados.

Natália sentada no chão, sorrindo, em uma sala clara

Como trabalho

Quem atende
Natália Longhi, psicanalista clínica
Para quem
Atendimento individual de adultos
Onde
Online, ou presencial em Vinhedo (SP), na Casa Pitanga
Referências
Winnicott, Klein e Lacan
Primeiro passo
Envie uma mensagem para agendar uma primeira sessão.

Sobre

Entre a engenharia e a psicanálise.

A engenharia me ensinou a investigar sistemas. A psicanálise me ensinou a escutar o que não é imediatamente visível.

Hoje, trabalho na intersecção entre essas duas formas de compreender o humano e as organizações.

Retrato de Natália Longhi, de blazer azul, segurando um notebook

Na minha voz

Eu me vejo como uma catalisadora de mudanças. Na química, o catalisador não força a reação nem ocupa o lugar dela. Ele diminui a energia necessária para que a transformação aconteça. É isso que procuro fazer com pessoas, times e organizações.
Natália Longhi

Trajetória

Uma história, não um currículo.

Transformo relações difíceis em clareza, confiança e movimento.

Minha trajetória começou na indústria, com sistemas de gestão, melhoria contínua, indicadores e análise crítica. Depois incorporou a psicanálise, o comportamento e o desenvolvimento organizacional.

  1. Engenharia Química, UNICAMP

    O começo de um jeito de pensar: investigar causas, olhar processos, entender sistemas.

  2. Indústria

    Dow, Rhodia Solvay e CETESB. Sistemas de gestão, melhoria contínua e análise crítica da direção.

  3. Transição profissional e a Integrare

    O interesse pelo que os indicadores não mostravam: as pessoas, as relações e o que acontece entre elas. A obra de Manfred Kets de Vries marcou essa passagem, e nasceu a Integrare Engenharia do Desenvolvimento Humano, semente da metodologia que uso hoje.

  4. Psicanálise e desenvolvimento humano

    Formação como psicanalista clínica, com pós-graduação, e a escuta como instrumento de trabalho.

  5. Michigan, Estados Unidos · 2018–2019

    Um período vivendo nos Estados Unidos, em Michigan. Em Ann Arbor, na Michigan Ross School of Business, fiz o programa de dois dias do Search Inside Yourself, do Search Inside Yourself Leadership Institute (SIYLI), nascido no Google, que une atenção plena, inteligência emocional e liderança.

  6. Relações, liderança e organizações

    A escuta psicanalítica levada ao trabalho com líderes, times e sistemas, em organizações do Brasil e da América Latina.

  7. Natália Longhi, hoje

    Consultoria boutique em liderança, relações e transições organizacionais, e clínica psicanalítica.

Princípios

O que orienta cada projeto

Sintoma não é diagnóstico.

Um dado, conflito, percepção ou comportamento é um sinal a ser compreendido.

Escutar antes de concluir.

Investigar antes de confirmar uma narrativa.

O singular e o sistema importam.

Nem todo problema coletivo pertence a um indivíduo. Nem todo comportamento individual se explica apenas pelo sistema.

Sem culpados. Com responsabilidade.

Não buscar culpados não significa abrir mão de accountability.

Tornar visível para poder escolher.

Aquilo que conseguimos nomear pode começar a ser pensado.

A ferramenta nunca vem antes da pergunta.

LEGO® Serious Play®, Big Five, Points of You® e SCARF são meios.

Profundidade exige continuidade.

Um encontro pode provocar. Uma jornada pode transformar.

Engenheira da escuta.

Investigar como engenheira, escutar como psicanalista.

Formação

Credenciais

Apenas o que sustenta o trabalho.

Engenharia QuímicaUNICAMP
Psicanalista clínicacom pós-graduação
Facilitadora certificada LEGO® Serious Play®Association of Master Trainers, Dinamarca
Search Inside YourselfSIYLI · Michigan Ross, Ann Arbor (EUA)
Brain-Based Conversation Skills®NeuroLeadership Institute
Big FiveBig Five Brasil
DISC · ADVanced InsightsInnermetrix
Points of You®ferramenta de reflexão e diálogo

Referências que atravessam o trabalho

William Bridges · transiçõesDonald WinnicottMelanie KleinJacques LacanAmy EdmondsonManfred Kets de VriesDavid Rock

Idiomas

Consultoria em português, inglês e espanhol.

Com quem trabalho

Uma consultoria boutique, com uma rede escolhida a cada projeto.

Projetos maiores ou mais complexos pedem mais escuta. Nesses casos, trabalho com parceiras que compartilham o mesmo olhar e cuidado, sempre sob a mesma lógica: clareza, decisão e movimento.

Isabel Mendes

Parceira estratégica e co-facilitadora

Executiva de Recursos Humanos com mais de 20 anos de experiência em organizações. Facilitadora certificada em LEGO® Serious Play®. Traz ao trabalho a leitura de quem viveu o RH por dentro.

Flávia Freitas

Consultora sênior e co-facilitadora

Executiva de Recursos Humanos com mais de 25 anos de experiência em empresas dos setores industrial, de varejo e de tecnologia. Especializada em avaliar potencial de liderança, é pós-graduada em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos.

Artigos

Textos para pensar pessoas, relações e organizações.

Textos sobre liderança, relações, mudança e psicanálise.

Em breve

Na imprensa

Brincar também é coisa séria.

O Tempo · 07/08/2024
Não é só coisa de criança: brincar faz bem também para os adultos

Reportagem sobre o brincar na vida adulta, com Natália Longhi como psicanalista e facilitadora de LEGO® Serious Play®.

Ler no O Tempo

Relações · Liderança

Toda conversa passa pelo campo do sentir

Por que evitamos conversas difíceis no trabalho? Porque o que está em jogo não é só o fato. É a identidade.

Natália Longhi · 5 min de leitura

Você sabia que a conversa evitada não some? Ela vai morar dentro da gente.

Numa pesquisa da VitalSmarts (atual Crucial Learning) com mais de mil profissionais, 4 em cada 10 disseram passar duas semanas ou mais remoendo uma conversa que não tiveram. E, na atualização de 2021, a conversa mais evitada no trabalho passou a ser aquela em que alguém desrespeita outra pessoa.

Não me surpreende. O desrespeito fere a identidade, justamente no lugar onde todos nós queremos ser reconhecidos.

Caminho na neve no campus da Universidade de Michigan, com dados sobre conversas evitadas no trabalho

O que aprendi em Michigan

Quando morei em Michigan, nos Estados Unidos, vivenciei o programa de Liderança Mindful do Search Inside Yourself, nascido dentro do Google. O que mais ressoou em mim foi o tema das relações.

Eu sempre soube que o que torna um ambiente de trabalho positivo ou negativo é a qualidade das relações entre as pessoas. E os números confirmam: numa pesquisa com quase 1.800 profissionais, quem sente forte pertencimento teve 56% mais desempenho e 75% menos dias de afastamento por doença.

Mas, em 2015, ainda no corporativo, quando eu falava de relações positivas no trabalho, me sentia a maluca. Em Michigan entendi que não era maluquice. O próprio Google, no Projeto Aristóteles, analisou 180 times e concluiu que o que mais separava os de alta performance era a segurança psicológica: a forma como as pessoas se relacionam importa mais do que quem está no time.

Prédio da School of Education em Ann Arbor, com dado do Projeto Aristóteles sobre segurança psicológica

O que está em jogo é a identidade

Se as relações são tão impactadas pelas conversas que não acontecem, por que é tão difícil conversar? Porque não está em jogo só o fato, o dado ou a conduta técnica.

O que está em jogo é a identidade: o senso de dignidade, de admiração, de respeito, de pertencimento.

A neurociência mostrou que ser excluído ativa no cérebro as mesmas regiões da dor física. Uma conversa difícil, literalmente, dói. E a conversa que não aconteceu continua acontecendo dentro da gente, ocupando o lugar do encontro.

Árvore florida no campus de Michigan com a frase: eu ainda pertenço?

A história que chega antes da conversa

Quantos de nós crescemos ouvindo que entregar um bom resultado era nada mais, nada menos do que a nossa obrigação? Você percebe o impacto disso no seu trabalho hoje? Se o outro só fez a obrigação, fica muito difícil reconhecer o talento dele. A história que carregamos chega antes na conversa.

Lacan nos lembra que, quando a minha cadeia de significantes encontra a do outro, há sempre uma falta. É nesse vão que surgem os ruídos, os atritos, a ausência de sentido, a solidão e o desamparo: o desamparo de quando o outro nos devolve algo que não era o que esperávamos.

E aí mora o nosso tormento: eu preciso do outro para existir e, ao mesmo tempo, preciso me sustentar naquilo que é verdadeiro para mim.

Assim como eu

Do Search Inside Yourself, carrego uma prática simples: lembrar que a pessoa à minha frente, assim como eu, quer ser feliz, quer se sentir apreciada, quer estar segura e pertencer.

Encontrei a mesma ideia no Center for Positive Organizations, da Universidade de Michigan: uma organização se torna positiva quando eu reconheço que o outro sente, assim como eu.

Natália Longhi no Center for Positive Organizations, Universidade de Michigan

Não acredito em transformar relações para que todos gostem uns dos outros. Acredito em construir respeito mútuo entre adultos que estão ali para trabalhar juntos. E esse movimento começa de dentro para fora.

Conversas difíceis pedem que eu dê conta das minhas emoções, e não das do outro, e que eu reconheça que ele também tem uma história que começou muito antes de nós.

E você: qual é a história que conta para si antes de uma conversa difícil?

Fontes: VitalSmarts (atual Crucial Learning), Costly Conversations, 2016, e atualização de 2021 · BetterUp, The Value of Belonging at Work, 2019 · Google, Projeto Aristóteles · Eisenberger, Lieberman e Williams, Does rejection hurt? An fMRI study of social exclusion, Science, 2003.

Continue a conversa

É esse o trabalho que eu faço com líderes e times: olhar para o que se sente antes do que se fala, para que as conversas difíceis possam, enfim, acontecer.

Relações · Liderança

Quando um time se adapta em silêncio

Comprometimento alto, entregas em dia e uma pergunta que quase ninguém faz: o que estamos deixando de dizer?

Natália Longhi · 4 min de leitura

Mãos construindo um modelo de LEGO em silêncio sobre a mesa

Há times que funcionam. Entregam, cumprem prazos, cuidam dos resultados. Quem olha de fora vê comprometimento, e ele de fato existe.

Mas, escutando alguns desses times de perto, aparece outra coisa. Um padrão que tenho chamado de adaptação silenciosa.

O que é adaptação silenciosa

É quando a pressão chega de muitos lados (da matriz, da região, de outras áreas) e o time responde absorvendo. Ajusta, compensa, segura. Não discute o que poderia discutir. Não nomeia o que incomoda. Segue.

No curto prazo, parece maturidade. No longo prazo, cobra um preço: conversas que não acontecem, frustração que vira cansaço e uma influência que se perde, porque ninguém sabe exatamente onde está a margem real de decisão.

Por que o silêncio parece seguro

A neurociência social ajuda a entender. O modelo SCARF, de David Rock, mostra como nosso cérebro reage a ameaças ao status, à previsibilidade, à autonomia, ao pertencimento e ao senso de justiça. Diante delas, calar parece mais seguro do que se expor.

A psicanálise acrescenta outra camada. Adaptar-se é um recurso antigo e necessário. O problema começa quando a adaptação ocupa o lugar da voz, e o time passa a mostrar quem precisa parecer ser, em vez de quem é.

O que muda quando falamos de emoções

Em jornadas de letramento emocional, começo por um lugar que parece simples: nomear o que se sente. Não para transformar o trabalho em terapia, mas porque aquilo que conseguimos nomear pode começar a ser pensado.

O que ouço depois desses encontros costuma ir na mesma direção:

“Falar de sentimentos foi importante. Deu para perceber melhor a interação entre as pessoas.”
“Ficou claro como influenciar de forma intencional: parar para pensar, cuidar de como falar e saber quando é preciso mais firmeza.”

São falas de participantes, compartilhadas sem identificação.

Da absorção à voz

O caminho não é ensinar um time a reclamar mais. É ajudá-lo a transformar a pressão absorvida em posicionamento: saber o que defende, quais conversas precisam acontecer e onde tem, de fato, margem para influenciar.

Para isso, duas condições caminham juntas. Segurança psicológica, para poder discordar sem medo. E mattering, a experiência de saber que a própria voz conta.

Um time que só se adapta sobrevive. Um time que encontra a própria voz se move.

Uma pergunta para quem lidera

O que o seu time tem tolerado em silêncio, e quanto isso está custando?

Continue a conversa

Se essa pergunta encontrou eco no seu time, podemos começar por ela.

Relações · Liderança

O desconhecido conhecido

A parentalidade está mais perto da liderança do que parece. Em casa e no trabalho, convivemos com pessoas que achamos conhecer.

Natália Longhi · 4 min de leitura

Mãos escolhendo peças de LEGO sobre uma mesa branca

Você já teve a sensação de conhecer muito bem seus filhos, seu cônjuge ou seus colegas de trabalho?

Há algum tempo, conduzo vivências de mães e filhos justamente para falar desse encontro: o resgate entre dois conhecidos que, com o passar da vida, se tornam desconhecidos.

Um dia desses, olhando para o meu filho, o choque veio pelo tamanho das mãos dele. Mãos de um pré-adolescente. Fiquei ali olhando para o meu menino, que estava se tornando alguém com novos interesses. Mesmo sendo uma mãe muito próxima, eu me surpreendi. Ele trouxe posicionamentos, opiniões e falas que eu não imaginava ouvir.

A gente cria as pessoas na nossa mente. Quando se encontra com elas de verdade, se surpreende.

No trabalho também é assim

Trabalhamos anos ao lado de alguém que, muitas vezes, continua sendo um desconhecido, embora digamos que o conhecemos.

“Trabalho com fulano há tanto tempo. A gente já conversou tanto.”

Mas será que conhecemos de verdade, a ponto de gerar sinergia no time?

Parentalidade e liderança

A parentalidade está mais próxima da liderança, e a vida em família mais próxima da gestão de equipes, do que costumamos imaginar. Qualquer relação, pessoal ou profissional, exige sustentar o encontro com um desconhecido conhecido em um ambiente de transformação.

As relações de trabalho também envolvem intimidade, no sentido de desconstruir a idealização e aceitar quem o outro realmente é. Muitos conflitos no trabalho, e boa parte da falta de segurança psicológica, surgem quando deixamos de enxergar quem está ao nosso lado e passamos a interagir apenas com a imagem que criamos dessa pessoa.

Quando criei o Crescendo Juntos com a minha parceira nesse projeto, Priscilla Kalil, sabíamos que, para trabalhar a orientação parental, precisávamos falar das pessoas que existem antes de se tornarem mães ou pais.

Nas empresas, a lógica é a mesma: antes de falar de cargo, liderança e metas, precisamos falar das pessoas.

A diferença como potência

Um time de alta performance, assim como uma família, precisa de respeito e de capacidade de convivência. E isso só se conquista quando compreendemos que o outro é uma pessoa como eu, mas diferente de mim.

Quando deixamos de lado a lógica do “diferente atrapalha”, os pré-julgamentos e a ausência de conexão, as diferenças se tornam a maior potência de um time. Não estou falando de todo mundo ser melhor amigo. Estou falando de respeito, colaboração e sinergia.

Esse é o cerne do meu trabalho, na clínica psicanalítica e no desenvolvimento organizacional.

Continue a conversa

Se você ficou curioso sobre como uma engenheira química que se tornou psicanalista trabalha a sinergia de times e a transformação de cultura a partir das relações humanas, vai ser uma alegria conversar com você.

Psicanálise · Liderança

Você pode ser o que quiser?

Antes de ser o que se quer, talvez seja preciso perguntar o que é seu e o que é do outro.

Natália Longhi · 4 min de leitura

Natália em uma palestra, com uma frase de Winnicott projetada na tela

O slogan da Barbie diz: “Você pode ser o que quiser.” Mas será mesmo?

Para sermos aquilo que, lá dentro, desejamos, talvez existam algumas perguntas anteriores. O que eu desejo? O que, de fato, faz sentido para mim? E quanto daquilo que sou foi construído para corresponder ao que esperavam de mim?

Como psicanalista clínica e consultora organizacional, encontro essa questão nos dois lugares.

Adaptar-se para pertencer

Aprendemos a nos adaptar. Para sermos aceitos. Para termos segurança. Para pertencermos.

E precisamos nos adaptar. Viver em sociedade também significa considerar o outro, os contextos e os limites.

O problema começa quando nos adaptamos tanto que já não sabemos mais o que é nosso e o que pertence às expectativas do outro.

Verdadeiro e falso self

Winnicott nos ajuda a pensar nisso por meio das ideias de verdadeiro e falso self. Há uma adaptação necessária à vida social. Mas, quando viver passa a ser predominantemente corresponder às exigências externas, podemos nos distanciar da espontaneidade, da criatividade e da sensação de estarmos realmente vivendo a própria vida.

Por isso, saber quem somos pode ser muito mais trabalhoso do que imaginamos. E sustentar quem somos, talvez mais ainda.

Às vezes, isso significa rever idealizações, inclusive aquelas que construímos sobre nós mesmos. Perceber comportamentos que repetimos mesmo quando já nos fazem sofrer. Reconhecer nossos recursos internos, nossos limites e aquilo que ainda precisamos desenvolver.

É parte do trabalho que faço na clínica e nas organizações: ajudar pessoas a se perguntarem o que é seu e o que é do outro. Essa pergunta me parece ainda mais importante num mundo de tanta mudança e incerteza.

Talvez não consigamos prever todas as competências de que precisaremos amanhã. Mas podemos cuidar daquilo que nos mantém vivos, curiosos e capazes de aprender, criar e encontrar novas respostas.

Para Winnicott, criatividade não se restringe a produzir algo extraordinário. Ela está relacionada a uma maneira de estar no mundo em que a vida pode ser experimentada como própria.

Talvez “ser o que quiser” não comece acrescentando mais alguma coisa a nós mesmos. Talvez comece perguntando: o que eu preciso retirar para encontrar aquilo que em mim ainda pode vir a ser?

Uma pergunta para quem lidera

Você está ajudando as pessoas da sua equipe a acessar a própria potência, ou elas estão aprendendo quem precisam parecer ser para caber na sua liderança?

Continue a conversa

Essa pergunta atravessa o meu trabalho com líderes, times e na clínica. Se ela fez sentido para você, vamos conversar.

Contato

Talvez você ainda não saiba exatamente qual é o problema.

Podemos começar pela conversa.

Para organizações

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